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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Quem Mexeu no Meu Queijo.


  
Neste livro conta a história de quatro personagens que se comportam diferentes um dos outros, mas todos com o mesmo objetivo “Achar seu queijo”. Dois deles são homenzinhos, do tamanho de ratos, que se chamam Haws e Hems, os quais possuem mentes mais complexas, justamente por serem humanos, e reagem de diferentes formas a diferentes situações um do outro. O os outros dois personagens são dois ratinhos, Sniff e Scurry, que não têm mentes tão complexas quanto à dos homenzinhos, mas mesmo assim ambos e comportam de forma diferente.
O livro é divido em três (3) partes: Uma Reunião; A História; O Debate.
Na Reunião, um grupo de amigos se junta para conversa sobre suas dificuldades em seus empregos e na vida pessoal, então um deles decidi contar a história desses quatro (4) personagens para conseguir ajudar seus amigos e mostrar como essa história o ajudou.
Sniff e Scurry eram dois ratinhos que procuravam queixo em um labirinto, Sniff sentia o cheiro, apontava a direção e então Scurry ia à frente à procura, obviamente, Sniff o seguia. Hems e Haws também procuravam queijo no mesmo labirinto dos ratinhos, sempre correndo. E todos os quatros usavam tênis de corrida.
Um dia Hems e Haws acharam um local onde havia bastante queijo e achavam que era o suficiente para não precisarem procurar mais. Os ratinhos também acharam esse mesmo local. Enquanto Hems e Haws se acomodaram, começaram a não correr mais e sim ir caminhando até o local e, aos poucos, se tornado arrogante, os ratinhos continuaram a acordar cedo e ir correndo no mesmo local mesmo com o queijo sem sai de lá.
Os dias foram passando e com o tempo o queijo daquele local foi se acabando e no dia que acabou... Hems e Haws ficaram assustados e confusos, queria que o queijo continuasse lá, para sempre. Enquanto a Sniff e Scurry, quando viram o local vazio simplesmente procuraram um novo lugar.
Hems e Haws ficaram se martirizando pela perda do queijo durante alguns dias, foi então que Haws decidiu procurar em outro local “um novo queijo”. Ele tentou convencer seu amigo a ir junto mais ele tinha mais não foi.
Ao longo do caminho que Haws vai fazendo, ele percebe que muitos dos motivos para ele ter se martirizado era fúteis e irracionais, então se anima e vai à procura do queijo com mais vigor. E sempre deixando mensagens escritas nas paredes do labirinto para seu amigo Hems, com a esperança de que um dia ele saísse do local onde estava o mesmo local aonde ia parece comer o queijo que sempre só que não havia mais queijo, e também fosse procurar “novo queijo”.
Enquanto isso, os ratinhos já tinham achado um novo local, com bastante queijo, uma quantidade tão grande que nunca tinha visto. O mesmo local que depois de muita perseverança, sacrifício e quebrando seus medos Haws achou. Haws ao chegar naquele local viu os ratinhos gordos e queijos que nunca tinha visto nem provado antes, então, depois de comer, pois se a refletir novamente. O primeiro intuito foi de querer chamar o seu amigo, Hems, para o local e compartilhar daquele queijo com ele, porém acharam melhor que ele mesmo fizesse o próprio caminho, as próprias reflexões para chegar naquele local. Haws ao longo do caminho percebeu que tinha demorado bastante para achar aquele queijo e por muitas vezes só tinha achado pequenos pedaços de queijo, todavia também percebeu que tudo aquilo serviu para lhe ensinar que além de encontrar o “queijo desejado” é importante também a procura por ele. Tornou se mais cuidadoso, tomando mais cautela, mesmo com muito queijo naquele local, saiu à caminha a procura de outros locais onde também poderia haver queijo, e cuidando do queijo que já tinha, percebendo de ele não apodrecera, entre outros danos. E assim termina a história.
No Debate do grupo de amigos, cada um se compara a um personagem da história, tiram suas próprias reflexões sejam elas para os seus trabalhos ou para as suas vidas pessoais e ainda se lembram de momentos difíceis que tiveram que caso tivesse ouvido essa histórias antes, poderiam ter mudado o rumo de sua vida.
O autor quis passa uma idéia de “enfretamento de medos”, que por muitas vezes não queremos mudar de atitude, de lugar ou o modo de sermos, por medo. Não sabemos como a vida vai se processar se mudarmos, por isso não queremos mudar, porém isso pode beneficiar muito mais do que prejudicar. Temos crenças bobas, medos irracionais e muitas pessoas gostam de se martirizar por suas perdas ou mudanças, quando deveriam imediatamente procurar outro modo de obterem que querem. Temos de enfrentar nossos medos, tirar nossas próprias conclusões e sempre objetivar e imaginar o que queremos, obviamente com muito esforço e dedicação.
O livro “Quem mexeu no meu queijo?” é uma boa leitura para as pessoas que têm dificuldades em entender e aceitar as mudanças. Através das quatro personagens presas a um labirinto, a parábola desenrola-se de uma forma simples, mas, trazendo lições a cada atitude. A aceitação da mudança, a persistência em não aceitá-la ou fazer dela uma oportunidade de crescimento, depende do julgamento, de cada personagem.
Cada um tem uma reação diferente com relação ao “novo queijo”, e, com o desenvolver da história, podem-se concluir quais as melhores maneiras de agir. O livro faz refletir sobre as suas próprias atitudes, sobre o medo, sobre a instabilidade da existência. Possibilita a realização de uma auto-análise, fazendo com que o leitor se enquadre em um de seus personagens do livro.
Interessante a maneira como o autor coloca a metáfora entre seres humanos, seres inteligentes, e ratinhos, como seres menos evoluídos que não complicam os fatos e por isso aceitam com naturalidade as mudanças. Isso nos faz questionar o quanto nossa suposta superioridade intelectual e complexidade de emoções podem atrapalhar nossa “evolução” se não soubermos lidar com nossas emoções.
Apesar de complicarmos os acontecimentos naturais da vida, o fato de sermos seres pensantes nos torna aptos a refletir sobre nossos erros e corrigirmos nossos caminhos. Refletir é o que nos diferencia dos outros seres do planeta. Só não podemos permitir que essa capacidade nos atrapalhe, interferindo assim em nosso desenvolvimento.
O labirinto (forma como o autor define as dificuldades, a sensação de estar "perdido" no desenrolar do processo de mudança) costuma causar ansiedade, insegurança, medo. Os ratinhos não tinham pensamentos complexos, e seguiam seus instintos de sobrevivência. Nossos "instintos" acabam sendo suprimidos pelos sentimentos, e por isso, corremos o risco de ficarmos "cegos" para as mudanças em torno de nós.
Outro ponto interessante foi à observação de que os ratinhos estavam sempre com as malhas e o tênis de correr, caso precisassem entrar novamente no labirinto.
Enquanto Hen e Haw estavam acomodados, isso nos alerta do perigo de não nos prepararmos para as mudanças repentinas e nos leva a refletir sobre a obrigatoriedade da constante atualização profissional, o aperfeiçoamento técnico, o domínio de outras línguas, entre outros.
Trata-se de uma reflexão sobre as atitudes humanas diante dos problemas, mostrando como muitos são supérfluos em não aceitar as mudanças, que podem ser oportunidades de crescimento, ficar consciente que as mudanças são inevitáveis e quanto antes adaptar-se a elas, melhor.
Elven R. Silva     

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